terça-feira, 23 de abril de 2013

Depois de alta da taxa básica de juros, mercado eleva estimativa de inflação para este ano e 2014

22/04/2013 - 9h28
Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve chegar a 5,70% este ano. A projeção foi feita por analistas do mercado financeiro consultados todas as semanas pelo Banco Central (BC). A estimativa divulgada na semana passada era 5,68%. Para 2014, a projeção também subiu, ao passar de 5,70% para 5,71%.
As previsões para a inflação neste ano e em 2014 estão acima do centro da meta de 4,5% e um pouco mais próximas do limite superior (6,5%). Cabe ao  BC perseguir a meta de inflação e um dos principais instrumentos para influenciar a atividade econômica e calibrar a alta dos preços é a taxa básica de juros, a Selic.
Devido à alta da inflação, na quarta-feira (17), o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu elevar a Selic em 0,25 ponto percentual para 7,50% ao ano. Essa foi a primeira vez que o Copom elevou a taxa Selic desde julho de 2011.
Depois desse aumento na taxa Selic, as instituições financeiras ainda esperam mais elevações, este ano. Entretanto, houve redução na estimativa para a taxa básica ao final de 2013 de 8,50% para 8,25% ao ano. Ou seja, em vez de subir 1,25 ponto percentual, como previsto no boletim divulgado na semana passada, a Selic deve ser elevada em 1 ponto percentual, no total, este ano. Para o fim de 2014, a projeção permanece em 8,50% ao ano.
A pesquisa do BC também traz estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que foi mantida em 5,12%, em 2013, e em 5%, no próximo ano.
A expectativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi ajustada de 4,95% para 4,80%, este ano, e mantida em 5,10%, em 2014.
Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 4,93% para 4,91%, este ano, e de 5,31% para 5,30%, em 2014.
A estimativa dos analistas para os preços administrados passou de 2,95% para 2,85%, em 2013, e de 4,10% para 4%, no próximo ano. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento e transporte urbano coletivo.
Edição: Juliana Andrade
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segunda-feira, 15 de abril de 2013

‘Inflação não precisa de tiro de canhão’


Para Mantega, taxas de juros mudaram de patamar e alta de preços pode ser debelada com ‘tiro de metralhadora’
Raquel Landim e João Villaverde, de O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO - Na iminência de uma retomada do ciclo de alta de juros, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ao Estado que a inflação não vai precisar ser debelada com um "tiro de canhão" como na história recente do País. "Pode ser de metralhadora, se necessário", disse. Ele frisou que não estava opinando sobre a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa na terça-feira, mas sobre uma mudança estrutural nos juros.
+ ampliarMantega afirma que a inflação está sob controle e que "o que está na boca do povo é o tomate" e não uma alta generalizada de preços. Um dos principais defensores do câmbio desvalorizado, o ministro admite que o governo promoveu uma depreciação do real, que elevou em até 0,5 ponto porcentual o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Para o ministro, a principal meta do governo Dilma, que é transformar os investimentos na mola propulsora da economia, será atingida no ano eleitoral. "Os investimentos vão bombar em 2014", diz. Abaixo, a entrevista realizada na sede do Banco do Brasil, em São Paulo.
A inflação voltou a ser uma preocupação do brasileiro e o IPCA estourou o teto da meta em março. Não é um sinal ruim?
O que está na boca do povo é o tomate, não a inflação. O comportamento dos preços neste começo de ano tem sido parecido com o dos últimos oito anos. Tivemos choques nos preços das commodities, o que não nos deixa tristes, já que somos grandes exportadores de produtos básicos, mas é claro que há reflexo na inflação. No ano passado, tivemos nos Estados Unidos e no Brasil uma seca. Além disso, fizemos uma desvalorização cambial, que também é inflacionária, tendo efeito de algo como 0,4 ou 0,5 ponto porcentual no IPCA. Se somarmos as coisas, veremos que a inflação recente não é uma questão estrutural, mas pontual. O sistema de metas de inflação foi pensado para absorver essas excepcionalidades, e é por isso que estamos há oito anos com inflação dentro da meta. E vamos cumprir a meta neste ano.
O governo reduziu a conta de luz, desonerou a cesta básica e postergou os reajustes de transporte público. Mesmo assim...
Tivemos duas secas, nos Estados Unidos e no Brasil, e a mudança cambial, que interferiram neste ano. Todo ano tem algum vilão, que já foi o feijão, a carne, e agora é o tomate. A produção agrícola foi negativa no ano passado, e essa foi uma das razões por trás do PIB de 2012.
Além da pressão dos alimentos, a inflação tem sido puxada pelos serviços.
De fato. Essa alta nos preços dos serviços ocorre por conta do bom momento. A massa salarial está subindo, portanto, o poder aquisitivo da população aumenta. No caso dos bens industriais, se o produtor nacional aumenta o preço, o consumidor compra o importado. Mas com os serviços isso não é possível. Com o tempo, a concorrência se implanta, porque, se o corte de cabelo começa a ficar muito caro, logo alguém aparece fazendo o mesmo e cobrando menos. Mas, em março, os serviços não foram os vilões.
Sempre que o governo precisou reduzir a inflação, o PIB estava forte. Este não é o caso agora. O que fazer?
Temos de buscar o aumento da oferta, com as medidas de desoneração tributária e o Plano Safra que estamos fazendo.
E quanto ao aumento da taxa básica de juros?
Quem falou em elevar a Selic?
O sr. disse (na sexta-feira de manhã) que o governo poderia tomar medidas impopulares para debelar a inflação. Uma alta da Selic não prejudica o PIB?
Na véspera do Copom, não me manifesto sobre juros, essa é uma questão para o Banco Central. O que me interessa é o juro de longo prazo, que serve para estimular os investimentos.
A tendência agora é ter oscilações nos juros num patamar mais baixo?
Não há necessidade de voltar (para o patamar anterior de juros), porque a política monetária está mais eficiente e a economia já desindexou um pouco. Temos um patamar de juro um pouco maior que em outros países, por conta de um resquício inflacionário do passado. Há uma desindexação em curso, mas não é imediata. Além disso, a política monetária se tornou mais eficaz. O Brasil é um País mais normal hoje. Isso significa que, se precisar (subir os juros), não é necessário um tiro de canhão. Pode ser um tiro de metralhadora.
Alguns economistas defendem alta do desemprego para reduzir a inflação. Isso é inevitável?
Não vamos jogar fora o maior avanço recente, que é não ter desempregados. Esse problema do aumento do custo da mão de obra tem de ser enfrentado com velocidade na qualificação da mão de obra. Até, se for o caso, deveria vir mão de obra de fora para essa transição. Também rebatemos essa questão com a desoneração da folha, que contrabalança o aumento do salário real em condições de pleno emprego. Nos países com desemprego alto, o salário é mais baixo, mas não tem mercado. Qual é a vantagem? Acho um absurdo pensar que isso é uma vantagem. A população está muito satisfeita.
O governo anunciou concessão de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, mas os empresários pediram uma taxa de retorno mais atraente. O sr. já decidiu isso?
De fato, esse programa é fundamental para estimular os investimentos e aumentar a competitividade da economia. Isso é prioridade para o governo. Mas o programa só será bem-sucedido se apresentar uma rentabilidade que convide o investidor. No caso dos leilões de petróleo e gás, que faremos no mês que vem, a demanda é garantida, já temos 35 empresas inscritas. No caso das rodovias, nós começamos com duas, a BR 040 e a BR 116, cujos estudos para a concessão estavam velhos, tinham sido feitos em 2007. Nós revisamos todos os parâmetros. Aumentamos o prazo de concessão de 25 para 30 anos, reduzimos as taxas de juro, ampliamos o tempo de carência para começar a pagar, mudamos a posição dos pedágios, tudo para tornar o negócio mais rentável. Agora eu garanto que o investidor terá um retorno real, ou seja, descontada a inflação, de 10% ao ano.
Então a taxa de retorno original, de 5,5% ao ano, foi superada?
Exatamente. A taxa de retorno do projeto vai aumentar também, mas para o investidor um ganho real de 10% ao ano está garantido. Nosso interesse é que essas concessões sejam bem sucedidas, que saiam do papel. Onde você consegue um retorno real de 10% ao ano num prazo de 30 anos? Não há alternativa de rendimento parecido com esse no mundo. O capital estrangeiro virá para cá.
E a Petrobrás? Vai ter condições de investir?
A Petrobrás investiu R$ 84 bilhões no ano passado. Este ano, a programação é de R$ 97 bilhões. A Petrobrás dará a sua contribuição plenamente.
A Petrobrás ainda precisa de mais um reajuste no preço da gasolina para recuperar a capacidade de investimento?
Eu não sei, perguntem para a Petrobrás.
O sr. é o presidente do conselho de administração.
Aqui estou dando entrevista como presidente do conselho? Não sabia (risos). Falo aqui como ministro da Fazenda.
O governo baixou 15 pacotes nos últimos tempos para reanimar a economia.
Não baixamos nenhum pacote. Está certo que fizemos hora extra no ano passado (risos). Mas é preciso distinguir medidas estruturais de emergenciais. Desoneração não é pacote, é permanente. Existem medidas que são para ajustar imediatamente a economia. Às vezes, o setor automobilístico começa a cair e, antes que desempregue, diminuímos o IPI.
Os críticos dizem que esse intervencionismo deixa os empresários mais reticentes em investir. Como o sr. Responde?
A pior coisa é ficar inerte, assistindo uma economia se degringolar. Não posso pensar: ‘Oh, que beleza, está valorizando o câmbio’, ou ‘Oh, que beleza, deixa o pessoal fazer arbitragem’. Aí explode a indústria. Se não tivéssemos tomado essas medidas para o setor automotivo, seríamos engolidos pelos importadores. Nas crises passadas, a indústria e o comércio eram destruídos e havia desemprego em massa. Nada disso aconteceu desta vez. A indústria cai uma hora, depois sobe, mas é assim mesmo. Agora serão necessárias menos medidas. O que vai continuar é o programa de desoneração. Todo mundo sabe e todo mundo quer. Vamos ter também a reforma do PIS/Cofins.
Como vai ser exatamente a reforma do PIS/Cofins?
O PIS/Cofins é muito complexo, cheio de alíquotas diferenciadas e especiais. Só o regime dos tributos têm mil páginas. Vamos simplificar. E temos de permitir o aproveitamento dos créditos. Mas nós não temos dinheiro para fazer isso em 2013. Podemos até anunciar este ano, mas para valer em 2014. Em 2013, o mais importante é a reforma do ICMS, que está sendo discutida no Congresso.
Por que mesmo com as medidas, o PIB não reagiu?
O que nos pegou de surpresa foi o agravamento da crise europeia, e as medidas que tomamos ainda vão levar um tempo para surtir efeito. Você reduz os juros e ele tem efeito dali a dez meses. Não vamos esquecer que o juro vinha caindo lentamente e só foi atingir o atual patamar de 7,25% ao ano em outubro do ano passado. Há um paradoxo na economia brasileira no caso dos juros e do câmbio.
Como assim?
Vivemos muito tempo com juros altos, e a economia ficou viciada. Mesmo o setor produtivo tem uma parte do seu rendimento que é atrelado ao mercado financeiro, como uma forma de se defender. Mesmo as empresas que passaram a vida toda pedindo para cortar o juro, perdem, num primeiro momento, quando isso acontece. Com o câmbio, a lógica é a mesma, porque o setor produtivo tem empréstimos em dólar e compra máquinas e equipamentos importados. Isso só ocorre neste primeiro momento, depois há a adaptação. A economia está num momento de transição. Um programa de infraestrutura, como o que lançamos em 2012, demora a ter efeito. O investimento vai começar a bombar mesmo em 2014.
É preciso ter paciência?
Vamos lembrar que as desonerações começaram em 2012, e estão em curso ainda. Não se transforma um país do dia para a noite. Esse ano nós vamos crescer mais. As projeções do mercado são de um avanço de 3% a 3,5% do PIB.
Qual é a sua projeção de crescimento do PIB?
Estou só observando as projeções para depois vocês não ficarem me cobrando (risos).
Em 2011, o governo Dilma apertou a política fiscal e soltou a monetária. Em 2012, a Fazenda aumentou as desonerações. Qual é a política fiscal de 2013?
É a mesma. Sou ministro da Fazenda há sete anos e pratico sempre a mesma política fiscal: séria, sólida, porém anticíclica A novidade agora é a desoneração. Não estou gastando, mas devolvendo ao contribuinte ou deixando de cobrar um tributo. Mantemos o superávit primário, porque quando o PIB crescer, vamos fazer o superávit cheio. Mas enquanto a economia está mais fraca, é preciso tomar medidas, com mais gastos em investimentos e em subsídios. Os gastos de custeio do Estado estão sob controle.
As contas externas estão se deteriorando. Há riscos para o País?
Tivemos uma contração do comércio internacional no ano passado. Em 2013, aumentaram as importações de bens de capital, mas ainda não sabemos qual vai ser o comportamento das exportações. Talvez o mercado internacional melhore. É cedo para prognósticos. Não temos nenhuma dificuldade com fluxo de capital externo. Nos últimos anos, nós inibimos o capital internacional. Se quisermos, é só eliminar as dificuldades que o capital vem.
A importação de combustível cresceu muito, por conta da política do governo de reduzir o IPI para a venda de carros. Como quebrar esse ciclo?
A produção de etanol vai ser melhor este ano. Começamos a dar estímulos e vamos lançar mais medidas para o setor. O reajuste da gasolina já tornou o etanol mais competitivo. Temos a previsão de elevar a mistura de etanol na gasolina para 25% a partir de 1.º de maio. Teve um período em que o setor ficou meio parado, porque foi muito afetado pela crise mundial de 2008 e pelos preços dos combustíveis. Mas já está se recuperando e vamos tomar mais medidas para que o setor sucroalcooleiro volte a investir e expandir sua produção.



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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

GV: primeira prévia do IGP-M mostra queda da inflação no início de 2013

Na primeira prévia do ano, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel, mostra tendência de queda da taxa de inflação. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), no primeiro levantamento de 2013, foi registrada uma inflação de 0,41%, inferior ao 0,5% observado na primeira prévia de dezembro do ano passado.A tendência de queda foi observada nos três subíndices que compõem o IGP-M. A taxa do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que registra a variação de preços no atacado, por exemplo, caiu de 0,5% em dezembro para 0,46% neste mês.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Analistas de mercado elevam para 5,49% estimativa de inflação oficial em 2013
| Agência Brasil
 
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 5,49%, este ano, segundo estimativa de analistas do mercado financeiro consultados todas as semanas pelo Banco Central (BC) sobre os principais indicadores econômicos do país. A projeção anterior para 2013 era 5,47%.
Para 2012, a expectativa para o IPCA passou de 5,71% para 5,73%. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará a variação do IPCA no ano passado na próxima quinta-feira (10).
As projeções para a inflação em 2012 e neste ano estão acima do centro da meta de 4,5%, mas dentro do intervalo de tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Cabe ao BC perseguir essa meta e um dos principais instrumentos para influenciar a atividade econômica e calibrar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. A projeção para a taxa básica é a manutenção do atual patamar de 7,25% ao ano, em 2013.
A pesquisa do BC também traz estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que foi mantida em 4,88%, neste ano.
Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) foi mantida a projeção de 5,31%, em 2013.
A estimativa dos analistas para os preços administrados passou de 3,35% para 3,30%, neste ano. Para 2012, foi mantida em 3,50% Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento e transporte urbano coletivo.

sábado, 8 de setembro de 2012

Governo deverá aceitar inflação maior para manter juros baixos

AGÊNCIA BRASIL 08/09/2012 17h00

A redução de juros como forma de manter a economia aquecida encontrou uma barreira. O comportamento da inflação, que voltou a subir em agosto, ainda não chegou a representar uma ameaça. No entanto, segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, o governo deverá se ver diante do risco de aceitar preços mais altos para evitar que a atividade econômica desacelere. Mesmo com as pressões inflacionárias, os economistas defendem a manutenção da política monetária, que reduziu a Selic, taxa básica de juros, para o menor nível da história. Eles acreditam que a recuperação econômica resultante das medidas de estímulo compensará a alta da inflação. Isso porque o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá fechar o ano abaixo de 2011, quando atingiu 6,5% e bateu no teto da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Em agosto, o IPCA subiu e atingiu 0,41%, acima do 0,37% registrado no mesmo mês de 2011. Nos últimos 12 meses, o índice está em 5,24%, pouco acima dos 5,2% observados nos 12 meses anteriores. O valor está acima das estimativas do mercado. Segundo o último boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgadas pelo Banco Central, o IPCA deverá fechar 2012 em 5,2%. O economista André Braz, da Fundação Getulio Vargas (FGV), lembra que as estimativas para o fechamento da inflação este ano já estiveram abaixo de 5%. Ele aposta que o IPCA ficará em torno de 5,5% ao fim de 2012, mas diz que esse nível não ameaça o poder de compra das famílias. “O que não dá para admitir é acima de 6,5%, teto da meta, pois aí os mecanismos começam a se fragilizar e combater o processo inflacionário fica difícil”, declara.

André Braz ressalta que os reajustes salariais têm ficado acima da inflação, o que assegura a manutenção do poder aquisitivo. “Uma referência é o salário mínimo, que tem apresentado aumentos reais, acima da inflação acumulada. No ano passado, subiu 14%, com inflação de 6,5%. Hoje está em R$ 622 e estão querendo aumentar em torno de 8%. A inflação com certeza ficará abaixo disso”, comenta.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Teoria Keynesiana

Publicado em 29, fevereiro 2008

Conjunto de idéias que propunham a intervenção estatal na vida econômica com o objetivo de conduzir a um regime de pleno emprego. As teorias de John Maynard Keynes tiveram enorme influência na renovação das teorias clássicas e na reformulação da política de livre mercado. Acreditava que a economia seguiria o caminho do pleno emprego, sendo o desemprego uma situação temporária que desapareceria graças às forças do mercado.

O objetivo do keynesianismo era manter o crescimento da demanda em paridade com o aumento da capacidade produtiva da economia, de forma suficiente para garantir o pleno emprego, mas sem excesso, pois isto provocaria um aumento da inflação. Na década de 1970 o keynesianismo sofreu severas críticas por parte de uma nova doutrina econômica: o monetarismo. Em quase todos os países industrializados o pleno emprego e o nível de vida crescente alcançados nos 25 anos posteriores à II Guerra Mundial foram seguidos pela inflação. Os keynesianos admitiram que seria difícil conciliar o pleno emprego e o controle da inflação, considerando, sobretudo, as negociações dos sindicatos com os empresários por aumentos salariais. Por esta razão, foram tomadas medidas que evitassem o crescimento dos salários e preços, mas a partir da década de 1960 os índices de inflação foram acelerarados de forma alarmante.

A partir do final da década de 1970, os economistas têm adotado argumentos monetaristas em detrimento daqueles propostos pela doutrina keynesiana; mas as recessões, em escala mundial, das décadas de 1980 e 1990 refletem os postulados da política econômica de John Maynard Keynes.

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Mais informações:

http://economiabr.net/teoria_escolas/teoria_keynesiana.html

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Entre vaias e aplausos para Neymar, Brasil bate britânicos antes dos Jogos


Atacante é mais uma vez protagonista pela Seleção: faz gol, dá passe, irrita e agrada à exigente torcida inglesa na vitória por 2 a 0 em Middlesbrough

Por GLOBOESPORTE.COM

Nada melhor do que uma vitória sobre os donos da casa para iniciar o caminho até a inédita conquista do ouro olímpico. Ainda mais com o principal jogador sendo vaiado a maior parte do tempo e até aplaudido no final. A seis dias de sua estreia nos Jogos de Londres, a seleção brasileira venceu nesta sexta-feira o amistoso com a Grã-Bretanha por 2 a 0, em Middlesbrough. Os gols (veja ao lado) foram marcados por Sandro e Neymar, eleito o melhor em campo e alvo das arquibancadas do estádio Riverside.
O atacante santista, aliás, foi mais uma vez o destaque da Seleção. Não com a mesma veemência de outras oportunidades, mas sempre decisivo. Foi dele a assistência para o gol do volante do Tottenham, por exemplo. Depois, antes do pênalti, ele passou a ser perseguido pela torcida inglesa, que o vaiou por ter caído no gramado após lance duro com Bertrand.

A partir daí, mesmo com as vaias, Neymar foi o protagonista do jogo, como é esperado para a maioria dos jogos do Brasil nas Olimpíadas. E de tanto participar da partida, o craque santista conseguiu com que as vaias diminuíssem no segundo tempo. Melhor ainda: ganhou alguns aplausos após finalizações. Só que foi novamente vaiado (e muito) quando o locutor anunciou nos minutos finais que ele tinha sido eleito o melhor em campo. A seleção brasileira estreia nas Olimpíadas de Londres na próxima quinta-feira, contra o Egito, às 15h45m (de Brasília), em Cardiff, no País de Gales, pelo Grupo C. Diferentemente do amistoso desta sexta, a camisa amarelinha não levará o escudo da CBF, mas sim a bandeira do Brasil. No mesmo dia, às 16h, a Grã-Bretanha joga com Senegal. O time de Mano Menezes volta a campo contra a Bielorrússia, dia 29, em Manchester, e depois fecha a primeira fase contra a Nova Zelândia, 1º de agosto, em Newcastle. Todos os jogos terão transmissão ao vivo do SporTV e acompanhamento em Tempo Real no GLOBOESPORTE.COM.
Neymar e companheiros vibram após gol sobre a Grã-Bretanha, em Middlesbrough (Foto: Reuters)
Gol como resposta às vaias A Grã-Bretanha tentou sufocar o Brasil com uma postura ofensiva logo nos primeiros minutos do amistoso. Mas logo aos cinco, o time de Mano Menezes respondeu com ótimo contra-ataque. Damião desviou de cabeça e deixou Neymar na cara do gol. Só que o santista mandou por cima e perdeu gol incrível.
Neymar, caído, depois do choque com Bertrand (Foto: AFP)
Depois desse lance, a seleção brasileira entrou de vez no jogo e deu poucas chances aos britânicos. Com o jogo em mãos, o Brasil abriu o marcador aos 11 minutos. Neymar bateu falta para área, a bola passou por toda a zaga adversária e encontrou Sandro. Por trás da marcação, o volante apareceu para cabecear. O sorriso verde e amarelo, provocado pelo protetor dentário de Sandro, era igual à felicidade de Mano Menezes com o sucesso de uma jogada ensaiada. Após o gol, o Brasil viveu momento de instabilidade na partida. Neymar parecia irritado com a dificuldade nas jogadas. E ficou ainda mais com as vaias da torcida britânica. Aos 29 minutos, o garoto se enroscou com Bertrand na grande área e ficou caído, deixando os torcedores irritados. Como resposta, Neymar converteu pênalti sofrido por Hulk, aos 34 minutos, e na comemoração olhou para a torcida ironicamente. Na saída para o intervalo, santista disse: - Eu levei uma pancada ali e caí porque doeu. Não me joguei.
Neymar, irônico, olha para a torcida britânica que o vaiou durante o amistoso (Foto: Mowa Press)
Testes dos dois lados O time britânico voltou para o segundo tempo recheado de alterações. Foram quatro no total. Mas foi o Brasil, sem alteração alguma, que começou levando perigo. Primeiro em chute de Oscar de fora da área, aos cinco minutos. Depois, aos sete, em arremate de Damião após passe de Hulk. Butland defendeu as duas.

Apesar do começo empolgante da seleção brasileira no segundo tempo, a Grã-Bretanha se achou no jogo e apostou nas bolas pelo lado esquerdo. Rose continuava sendo a principal aposta da Grã-Bretanha para surpreender o Brasil, que respondia com bolas em profundidade para Neymar. Como teste, Mano Menezes optou por mudar a Seleção aos 23. Colocou Ganso e Lucas nos lugares de Oscar e Hulk. Mas tarde, Pato entrou no lugar de Damião. Com Alexandre Pato e Lucas, o ataque brasileiro ficou mais rápido e acionou Neymar. Mas o atacante parou nas defesas de Butland. Do lado britânico, sempre a mesma jogada pela lateral. Embora tivesse jogando melhor do que no primeiro tempo, o adversário brasileiro pouco levava perigo. E o último teste do Brasil antes dos Jogos de Londres foi satisfatório. Com vitória importante para dar moral e para Mano Menezes observar alguns jogadores e variações.
Experiência em campo: Ryan Giggs e Hulk no amistoso do Brasil contra a Grã-Bretanha (Foto: Getty Images)
GRÃ-bretanha 0 x 2 brasil
Steele (Butland); Richards (Dawson), Taylor, Tomkins (Cork) e Bertrand (Caulker); Rose, Allen, Cleverley e Giggs (Ramsey); Bellamy (Sordell) e Sturridge (Sinclair). Rafael Cabral; Rafael (Danilo), Thiago Silva, Juan e Marcelo (Alex Sandro); Sandro, Rômulo e Oscar (Lucas); Hulk (Ganso), Neymar e Leandro Damião (Pato).
Técnico: Stuart Pearce. Técnico: Mano Menezes.
Gols: Sandro, aos 11 minutos do primeiro tempo; Neymar, aos 34 minutos do primeiro tempo;
Cartões amarelos: Richards (GB)
Local: Riverside Stadium, em Middlesbrough (ING).

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Quem sou eu

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Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia. Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.