domingo, 19 de abril de 2020

"Investir em pesquisa é o que pode nos salvar" 

Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências 

Para o físico Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências, o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, terá necessariamente de seguir as políticas de isolamento que Luiz Henrique Mandetta vinha adotando, sob o risco de ter de arcar com a responsabilidade de ver um número enorme de mortos no Brasil. 



"É o que está sendo feito em outros países. 

É só olhar para o que aconteceu com países que tinham uma visão diferente no começo e depois deram uma guinada, que são Inglaterra e Estados Unidos." 

Para ele, o cenário não deixa margem para tentativas que não se baseiem na ciência e até a definição sobre reduzir o isolamento virá da ciência. Para tomar essa providência, diz, será preciso "muito mais testagem". Ele lembra que vários laboratórios de universidades brasileiras estão testando novas formas de diagnóstico e defende que mais dinheiro seja aplicado. 

"O investimento em pesquisa é o que pode nos salvar. 


Tanto as vidas quanto a economia."... 

"É preciso saber onde usar diagnóstico" 

Fernando Reinach, biólogo e colunista do jornal O Estado de S. Paulo O biólogo e colunista do Estado Fernando Reinach aponta que o problema da testagem em massa é ter um planejamento. "O que ele vai fazer? 

Vai isolar as pessoas? 

Só testar não adianta, e ele não falou nada sobre o plano", diz. 

Outra questão importante na elaboração da política do Ministério da Saúde, de acordo com Reinach, é levar em conta a escassez de testes para diagnosticar o novo coronavírus. 


"Quando temos poucos testes, é preciso saber muito bem onde eles serão usados, onde obteremos mais resultados. 

E ele não mostrou os planos", diz. 

"Sobre a manutenção do isolamento, a gente só vai saber mesmo pelas atitudes, mais do que pelas declarações" afirma. 

"Agora ele vai ter de mostrar a que veio."... 

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