segunda-feira, 18 de maio de 2020


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 O presidente anunciou que vai mudar o protocolo de uso da cloroquina também para casos leves da Covid-19. 

Há riscos? 

Toda droga carrega seu risco. No caso desse vírus, tem defensores para tudo, ivermectina, corticoide com uso precoce, heparina, cloroquina, coquetel retroviral. Nenhuma se impõe e nenhuma consegue satisfazer. Sabemos que, se não fizer absolutamente nada, se você tem 25 anos, é saudável e tiver a Covid, teria 99% de probabilidade de ter uma forma leve e sair bem. Se eu te tratar com a fita do Senhor do Bonfim e cloroquina, teria 99% de chance. 

Com camisa do Botafogo e cerveja preta, também. Se tiver com 68 anos, aí teria mais chance de complicar. 


Falaram: “então vamos testar”. Começaram a testar [a cloroquina] pelos graves que estão nos hospitais. Do que sei dos estudos que me informaram, e não concluíram, 33% dos pacientes que estavam em hospital, monitorados com eletrocardiograma contínuo, tiveram que suspender a cloroquina porque deu arritmia que poderia levar a parada [cardíaca]. 


Esse número assustou, é alto. 





or isso não tem gente séria que defenda um medicamento agora como panaceia. 


O Donald Trump [presidente dos EUA] defendeu a cloroquina, mas voltou atrás e parou. Nos EUA, isso gera processo contra o Estado. 

Aqui no Brasil não, se morrer, morreu. 

Para mim foi isso que fez com que o Teich falasse: 

‘Não vou assinar isso. Vai morrer gente e ficar na minha nota’

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