terça-feira, 30 de junho de 2020

A CIGARRA E A FORMIGA

A CIGARRA MUITO FACEIRA
VIVIA SÓMENTE A CANTAR
PENSANDO QUE A VIDA INTEIRA
FOSSE A ELA ABENCOAR

A FORMIGA INCANSÁVEL
PENSAVA SÓ NO PORVIR
PREPARAVA SEU ARSENAL DE ALIMENTO
PARA O INVERNO QUE HAVERIA DE VIR

UM DIA AS DUAS SE ENCONTRARAM
E COMEÇARAM A CONVERSAR
A CIGARRA PERGUNTOU A FORMIGA
O PORQUE DE TANTO LABUTAR

A FORMIGA RESPONDEU
NA VIDA HÁ TEMPO PRA TUDO
TU SÓ VIVES A CANTAR
SEM SE DAR CONTA DO MUNDO.



A cigarra, tendo cantado por todo o verão, encontrou-se muito desprovida quando o vento frio chegou: não tinha nenhum pedacinho de mosca ou verme.

Ela foi chorar de fome na casa de sua vizinha, a formiga, suplicando que lhe emprestasse algum grão para sobreviver até a próxima estação.

─ Eu lhe pagarei, disse a cigarra, antes de agosto, palavra de animal, tudinho e com juros.

A formiga não costuma emprestar, eis o seu menor defeito.
O que você fazia no verão? Disse ela a cigarra.
─ Eu cantava. Por favor, não fique irritada.
─ Você cantava? Então já sei: Agora dance!

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