MARCELO FREIRE
Colaboração para a Folha Online
Peça importante do goleador ataque santista no final da década de 1950, José Macia, o Pepe, perdeu a chance de participar da Copa de 1958 por conta de uma torção no joelho direito, sofrida a dez dias do início do torneio. Suplente de Zagallo no Mundial, o futuro treinador observou o primeiro título da seleção fora do gramado.
Hoje, analisa o título histórico praticamente como um comentarista.
Assista a entrevista com Pelé e Pepe
"É uma conquista que a gente guarda com muito carinho. Foi a primeira vez. O Brasil vinha de 50 e 54, dois desastres, dois traumas, e o futebol brasileiro foi resgatado. Dali para a frente, o Brasil se tornou o melhor futebol do mundo", opina o ex-ponta-esquerda.
Para o ex-jogador, a coesão do grupo foi fundamental para dar força, mas não garantia um grande desempenho na Copa. "Era um grupo realmente forte, unido. A gente sabia que faríamos uma grande Copa, mas daí a dizer que chegamos à Suécia achando que sairíamos campeões do mundo há uma longa distância", diz Pepe.
O ex-santista também diz considerar a entrada de Pelé e Garrincha como elemento que transformou um dos favoritos ao título em candidato único para a conquista. "Nós estávamos confiantes, certos de que o Brasil tinha um grande time. E depois que Pelé e Garrincha entraram na equipe, podiam fazer uma seleção de todas as seleções do mundo que o Brasil iria ganhar. O Brasil estava muito acima dos demais."
Pepe ainda relembra o final da partida com a Suécia, quando os adversários derrotados se tornaram "tietes" dos vencedores.
"Só faltou os jogadores da Suécia pedirem autógrafos quando terminou o jogo. Eles mesmos sabiam que iam perder, que não tinham condições de ganhar do Brasil", finaliza.
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